RISCOS E DOENÇAS DE PULGAS E CARRAPATOS EM PETS

RISCOS E DOENÇAS DE PULGAS E CARRAPATOS EM PETS

Riscos e como tratar pulgas e carrapatos em cães e gatos para evitar doenças no seu pet.

Riscos e como tratar pulgas e carrapatos em cães e gatos para evitar doenças no seu pet.

Conteúdo revisado pela equipe médico-veterinária do Meu Pet Club | Atualizado em setembro de 2026

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pet com coceira

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Por que pulgas e carrapatos são mais do que um incômodo

Por que pulgas e carrapatos são mais do que um incômodo

Pulgas e carrapatos não são só um problema estético ou de conforto. Eles são vetores de doenças que podem comprometer seriamente a saúde do seu pet, e em alguns casos colocar a vida em risco.

Pulgas e carrapatos não são só um problema estético ou de conforto. Eles são vetores de doenças que podem comprometer seriamente a saúde do seu pet, e em alguns casos colocar a vida em risco.

pet com coceira

Doenças transmitidas por carrapatos

Doenças transmitidas por carrapatos

  • Erliquiose canina é uma das doenças transmitidas por carrapatos mais comuns em cães no Brasil. Causada pela bactéria Ehrlichia canis e transmitida principalmente pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus), a erliquiose afeta as células do sistema imunológico e pode causar febre, apatia intensa, perda de apetite, sangramentos espontâneos e queda de plaquetas. Se não tratada a tempo, pode ser fatal.

  • Babesiose é outra doença transmitida por carrapatos que afeta cães. Causada por parasitas do gênero Babesia, ela destrói os glóbulos vermelhos e pode levar a quadros de anemia severa, febre e fraqueza intensa.

  • Febre maculosa é uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida tanto para animais quanto para humanos. É causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida principalmente pelo carrapato-estrela (Amblyomma sculptum). Embora o cão não seja o hospedeiro definitivo da bactéria, ele pode levar carrapatos infectados para dentro de casa e aumentar o risco de exposição humana.

Doenças causadas por pulgas

Doenças causadas por pulgas

  • Dermatite alérgica à picada de pulga (DAP) é a doença de pele mais comum em cães e gatos. A reação não é causada pela pulga em si, mas pela saliva que ela injeta durante a picada. Em animais sensíveis, uma única picada já é suficiente para desencadear coceira intensa, vermelhidão, feridas e queda de pelo, especialmente na região lombar, na base da cauda e nas coxas.

  • Anemia por infestação de pulgas é uma complicação mais grave e mais comum em filhotes, idosos e animais debilitados. Pulgas se alimentam de sangue, e uma infestação severa pode causar perda significativa de hemoglobina. Em filhotes pequenos, isso pode evoluir rapidamente para um quadro de risco.

  • Dipilidiose é uma infecção por tênia (verme) que ocorre quando o pet ingere uma pulga infectada durante a lambedura. O Dipylidium caninum usa a pulga como hospedeiro intermediário. Pets com infestação de pulga têm risco aumentado de desenvolver essa parasitose intestinal.

pet com coceira

Parasita

Parasita

Doença principal

Doença principal

Gravidade

Gravidade

Zoonose

Zoonose

Carrapato

Carrapato

Erliquiose, babesiose

Erliquiose, babesiose

Alta, pode ser fatal

Alta, pode ser fatal

Febre maculosa (sim)

Febre maculosa (sim)

Pulga

Pulga

Dermatite alérgica (DAP), anemia, dipilidiose

Dermatite alérgica (DAP), anemia, dipilidiose

Moderada a alta

Moderada a alta

Dipilidiose (raramente)

Dipilidiose (raro)

Como identificar pulgas e carrapatos no seu pet

Como identificar pulgas e carrapatos no seu pet

pulga

Pulgas

  • Coceira concentrada em regiões específicas. Pets com pulgas coçam com mais frequência a base da cauda, a região lombar, o ventre e o pescoço. Quando a coceira se concentra nessas áreas e é intensa, pulga é uma das primeiras hipóteses.

  • Fezes de pulga no pelo. A forma mais confiável de confirmar a presença de pulgas mesmo sem vê-las é procurar o que se chama de “sal de pulga”: pequenos grânulos escuros parecidos com areia grossa depositados na pele ou na base dos pelos. Para confirmar que são fezes de pulga e não apenas sujeira, coloque alguns grânulos em um papel branco úmido: fezes de pulga contêm sangue digerido e deixam uma mancha avermelhada ao umedecê-las. Sujeira comum não muda de cor.

  • Pente fino como ferramenta de diagnóstico. Pentear o pelo do pet sobre uma superfície branca ajuda a coletar tanto pulgas adultas quanto fezes. Faça isso em regiões de preferência das pulgas: base da cauda, pescoço e ventre.

carrapato

Carrapatos

  • Regiões de preferência dos carrapatos em cães: entre os dedos, dentro e atrás das orelhas, na região da virilha, ao redor do ânus, no pescoço e entre as omoplatas. São áreas com pele mais fina e maior irrigação sanguínea.

  • Regiões de preferência em gatos: atrás das orelhas, no pescoço e entre os dedos.

  • Como fazer a inspeção: passe os dedos contra o sentido do pelo, especialmente nas áreas listadas, e procure por nódulos firmes. Carrapatos não ingurgitados (que ainda não se alimentaram) são pequenos e podem ser confundidos com crostas ou verrugas. Carrapatos ingurgitados ficam maiores e mais aparentes.

  • Quando chegar de áreas de risco. Sempre inspecione o pet ao voltar de matas, parques, praias ou qualquer área com vegetação densa. O carrapato pode demorar algumas horas para fixar na pele após entrar em contato com o animal.

Por que o antiparasitário certo depende do seu pet

Por que o antiparasitário certo depende do seu pet

Não existe antiparasitário universal. A escolha do produto depende de pelo menos quatro variáveis que precisam ser avaliadas por um veterinário: espécie, peso, idade e estilo de vida do pet.

Espécie


Cão e gato não compartilham o mesmo produto. Essa é a regra mais importante e a que mais causa acidentes. Algumas substâncias usadas com segurança em cães são altamente tóxicas para gatos. A permetrina é o exemplo mais documentado: amplamente usada em antiparasitários para cães, ela causa neurotoxicidade grave em felinos, podendo levar a tremores, convulsões e morte. Nunca aplique em um gato um produto formulado para cão, mesmo que as embalagens pareçam similares.

Peso


Subdosagem e superdosagem têm consequências opostas mas igualmente problemáticas. Um produto com dosagem insuficiente não oferece proteção adequada. Um produto com dosagem excessiva pode causar intoxicação. Produto de pet com peso superior ao do seu animal parece “mais forte” mas é inadequado.

Idade


Filhotes e idosos têm metabolismo diferente. Muitos antiparasitários têm restrição de uso para filhotes abaixo de uma determinada semana ou mês de vida. Animais idosos, especialmente com comprometimento renal ou hepático, podem ter menor capacidade de metabolizar certas substâncias. O protocolo é sempre adaptado para a faixa etária.

Estilo de vida


O nível de exposição define a necessidade de proteção. Um pet que vive em apartamento sem contato com outros animais tem exposição menor do que um que frequenta parques, faz trilhas ou convive com pets de fora. Isso não significa que pets de interior não precisam de proteção, mas o protocolo pode ser diferente em frequência ou tipo de produto.

Quais são os tipos de antiparasitário disponíveis

Quais são os tipos de antiparasitário disponíveis

Existem diferentes formatos de antiparasitário, cada um com características específicas de aplicação, duração e indicação. O veterinário é quem define qual formato ou combinação de formatos é mais adequada para o seu pet.

Existem diferentes formatos de antiparasitário, cada um com características específicas de aplicação, duração e indicação. O veterinário é quem define qual formato ou combinação de formatos é mais adequada para o seu pet.

Tipo

Spot-on (pipeta)

Coleira antiparasitária

Comprimido ou mastigável

Spray

Xampu medicado

Como é aplicado

Aplicado diretamente na pele, entre as omoplatas

Usada continuamente no pescoço do pet

Administrado por via oral

Aplicado sobre o pelo

Usado durante o banho

Duração aproximada

Em média 1 mês

De 3 a 8 meses dependendo do produto

De 1 a 3 meses dependendo do produto

Duração mais curta

Efeito de curta duração

Observação importante

Evitar banho nos primeiros 2 a 3 dias após aplicação

Verificar compatibilidade por espécie e peso

Boa opção para pets que não toleram aplicação tópica

Geralmente usado como reforço, não como proteção contínua

Auxiliar no controle, não substitui proteção regular

Tipo

Como é aplicado

Duração aproximada

Observação importante

Spot-on (pipeta)

Aplicado diretamente na pele, entre as omoplatas

Em média 1 mês

Evitar banho nos primeiros 2 a 3 dias após aplicação

Coleira antiparasitária

Usada continuamente no pescoço do pet

De 3 a 8 meses dependendo do produto

Verificar compatibilidade por espécie e peso

Comprimido ou mastigável

Administrado por via oral

De 1 a 3 meses dependendo do produto

Boa opção para pets que não toleram aplicação tópica

Spray

Aplicado sobre o pelo

Duração mais curta

Geralmente usado como reforço, não como proteção contínua

Xampu medicado

Usado durante o banho

Efeito de curta duração

Auxiliar no controle, não substitui proteção regular

A existência de diferentes formatos não significa que todos são equivalentes para o seu pet. Alguns produtos agem por contato (matam o parasita quando ele toca o pelo tratado), outros por ingestão (matam quando o parasita morde o animal). A cobertura de espécies de parasitas também varia: alguns produtos protegem contra pulgas e carrapatos, outros só contra pulgas. O rótulo e a bula esclarecem isso, mas a leitura com orientação veterinária evita escolhas inadequadas.

O ambiente também precisa ser tratado

O ambiente também precisa ser tratado

Tratar apenas o pet e ignorar o ambiente é um dos erros mais comuns no controle de pulgas, e explica por que muitas infestações voltam mesmo depois do tratamento do animal.

O ciclo de vida da pulga passa por quatro estágios: ovo, larva, pupa e adulto. Apenas o adulto vive sobre o pet. Os estágios anteriores (ovos, larvas e pupas) ficam no ambiente, especialmente em tapetes, sofás, frestas do piso, camas e roupas de cama do animal.

Isso significa que, mesmo que você trate o pet corretamente, os ovos e larvas que já estão no ambiente vão continuar se desenvolvendo e gerando novas gerações de pulgas. A infestação parece “voltar” porque nunca foi completamente eliminada.

Como tratar o ambiente

Aspiração profunda e frequente. Aspirar tapetes, sofás, frestas do piso e qualquer superfície têxtil retira fisicamente ovos, larvas e pupas. Descarte o saco do aspirador imediatamente após o uso fora de casa para evitar que as formas imaturas continuem se desenvolvendo dentro da bolsa.

Lavagem de tecidos em alta temperatura. Camas, capas de sofá, almofadas e qualquer tecido que o pet use regularmente devem ser lavados em temperatura alta. O calor elimina os estágios imaturos da pulga.

Produto ambiental antipulgas. Em casos de infestação já estabelecida, a aspiração e lavagem podem não ser suficientes. Existem produtos para ambiente (sprays, fumigantes) que agem sobre as formas imaturas. A escolha e aplicação desses produtos também requerem orientação, especialmente em casas com crianças pequenas, aquários ou outros animais.

Tratar pet e ambiente ao mesmo tempo. O momento certo para tratar o ambiente é o mesmo em que o pet recebe o antiparasitário. Fazer isso sequencialmente em vez de simultâneo dá tempo para as formas imaturas do ambiente completarem o ciclo e reinfestar o animal.

Ficou com dúvida sobre qual produto usar, como tratar o ambiente ou o que fazer ao encontrar um carrapato?

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Quando a teleconsulta veterinária resolve e quando é preciso ir ao veterinário presencialmente

Quando a teleconsulta veterinária resolve e quando é preciso ir ao veterinário presencialmente

A teleconsulta veterinária resolve a maioria das dúvidas sobre prevenção, escolha de produto e primeiros sinais de infestação. Mas há situações em que a consulta presencial é necessária.

O que a TeleVet resolve

  • Dúvidas sobre prevenção e escolha de antiparasitário. Se você não sabe qual produto usar, qual a frequência correta ou se o produto que você tem em casa é adequado para o seu pet, o veterinário pelo TeleVet consegue orientar com base no perfil do animal: espécie, peso, idade e estilo de vida.

  • Orientação sobre tratamento do ambiente. O veterinário pode indicar a abordagem correta para eliminar a infestação no ambiente, incluindo os produtos mais adequados para cada tipo de superfície e a sequência correta de aplicação.

  • Avaliação de sintomas iniciais. Se o pet está se coçando mais do que o normal, apresentou pequenas feridas na pele ou você encontrou o que parece ser fezes de pulga, o veterinário consegue ajudar a identificar o problema e orientar os próximos passos à distância.

  • Dúvida sobre carrapato já removido. Se você removeu um carrapato do pet e quer saber se precisa fazer algum acompanhamento ou exame, a teleconsulta é o caminho mais rápido para ter essa orientação.

Quando a consulta presencial é indicada

  • Sinais de doença transmitida por parasita. Febre, apatia intensa, perda de apetite persistente, sangramentos nas gengivas ou nas fezes, urina escura ou amarelada são sinais que precisam de avaliação presencial, exames laboratoriais e, se confirmado, tratamento com medicação prescrita. Erliquiose e babesiose não são tratadas com antiparasitário, mas com antibióticos e outros medicamentos de uso veterinário.

  • Infestação severa com feridas abertas. Se o pet tem feridas extensas, infecção secundária na pele ou está muito debilitado, a avaliação presencial e o tratamento adequado para a lesão em si são necessários além do controle do parasita.

  • Remoção de carrapato em local de difícil acesso. Carrapato dentro do canal auricular ou em local muito próximo ao olho requer remoção por profissional para evitar complicações.

  • Filhotes muito pequenos com infestação. Filhotes com poucas semanas de vida precisam de avaliação presencial antes de qualquer produto antiparasitário, dado que muitos têm restrição de uso por faixa etária.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Posso usar o mesmo antiparasitário do meu cão no meu gato?
Não. Gatos têm metabolismo diferente dos cães e são mais sensíveis a algumas substâncias usadas em produtos para cães. A permetrina, por exemplo, é segura para cães mas tóxica para gatos: pode causar tremores, convulsões e, em casos graves, ser fatal. Nunca compartilhe antiparasitários entre espécies diferentes sem orientação veterinária, mesmo que os produtos pareçam similares.
Meu pet vive em apartamento e não sai. Ainda assim precisa de antiparasitário?
Sim, na maioria dos casos. Pulgas e carrapatos podem entrar no apartamento em roupas, calçados e bolsas de pessoas, ou por contato com outros pets no elevador ou no corredor do prédio. A intensidade do risco é menor do que a de um pet com acesso à rua, mas raramente é zero. O veterinário avalia o perfil de exposição real do seu pet e indica o protocolo adequado.
Com que frequência devo aplicar o antiparasitário?
Depende do produto e do perfil do pet. Pipetas geralmente têm duração de um mês, comprimidos e coleiras podem durar mais. A frequência ideal é definida pelo veterinário com base na espécie, peso, idade e nível de exposição do animal. Usar o produto com menos frequência do que o indicado cria lacunas de proteção.
Encontrei um carrapato no meu pet. O que faço?
Retire o carrapato o mais rápido possível. Use uma pinça de pontas finas ou um removedor específico para carrapatos, segurando-o o mais próximo possível da pele do pet e puxando com movimento firme e reto, sem torcer. Não use vaselina, álcool ou qualquer substância sobre o carrapato antes da remoção: isso pode fazer o parasita regurgitar, aumentando o risco de transmissão de doenças. Após a remoção, observe o pet nos dias seguintes e consulte um veterinário se aparecerem sinais de doença.
Carrapato pode transmitir doença para humanos?
Sim. A febre maculosa, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pelo carrapato-estrela, é uma zoonose: pode infectar tanto animais quanto pessoas. O cão em si não transmite a doença para o humano, mas pode levar carrapatos infectados para dentro de casa. Por isso, o controle de carrapatos no pet é também uma medida de proteção para a família.
Meu pet está se coçando muito mas não achei pulga nem carrapato. O que pode ser?
Coceira intensa sem parasita visível pode ter várias causas: alergia alimentar, alergia ambiental (dermatite atópica), dermatofitose (fungo), sarnas (ácaros que ficam na pele e não são visíveis a olho nu), entre outras. O fato de não encontrar parasita não descarta pulga: como se movem rápido, elas são difíceis de ver diretamente. Fazer o teste do 'sal de pulga' com pente fino sobre papel branco úmido ajuda a confirmar ou descartar. Em qualquer caso, coceira persistente merece avaliação veterinária.
O produto natural substitui o antiparasitário convencional?
Não existem evidências científicas robustas de que produtos naturais (óleos essenciais, ervas, vinagre) ofereçam proteção equivalente aos antiparasitários registrados no Ministério da Agricultura. Alguns ingredientes naturais podem inclusive ser tóxicos para pets, especialmente gatos. Antiparasitários convencionais têm eficácia comprovada em estudos clínicos e passam por registro regulatório. A orientação veterinária é o caminho mais seguro para definir o protocolo de prevenção.

Controle de parasitas é parte do cuidado preventivo com o seu pet

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